Feel the verse… Review – Aquaria

Eu sempre digo que jogos independentes são maravilhosos pelo fato de ter carinho e um sonho envolvidos e, finalmente, posso confirmar isso a todos vocês pois finalmente posso dizer que completei o jogo que eu mais esperava sair. Totalmente diferente, experimental, envolvente. Aquaria provou ser tudo isso e um pouco mais.

Peço desculpas pela puxação de saco, mas vou tentar me conter.

 

Não, não é o jogo daquele filme de Sandy e Júnior

A história de Naija se passa em Aquaria, o razoavelmente grande, mundo debaixo d’água (Jura?). Naija não sabe ao certo como foi parar ali, nem por que, pois perdeu suas memórias. Só sabe que pode ouvir o Verso (sabe a “Força” em Star Wars? Então…mesma coisa) mais forte que nunca, lhe chamando.

O sistema é diferente, controlado pelo mouse, com um tipo de “cross-hair” usando o botão esquerdo e direito. É possível usar o teclado para movimentação, o que ajuda bastante em algumas batalhas e também pode ser usado o controle do Xbox, pois o jogo já suporta. Durante a história você navega por tudo que é canto de belos cenários 2D, todos desenhados pelos dois developers (sim, dois) Derek Yu e Alec Holowka. O HUD é mínimo (HUD = Mapa, vida, etc…) e inclui a barra de energia, um botão para o menu (de tesouros, pets, músicas e cozinha) e um mini-mapa que expande para um mapa que pode ser comparado a Metroid.

Derek Yu é ilustrador e web developer que participou do desenvolvimento de outros jogos independentes, como Eternal Daughter e mantém há quase um ano um site sobre indie gaming, o TIGSource . Alec Holowka é programador e compositor com passagem por muitos e muitos projetos de jogos independentes.

No início do jogo, você não pode lutar, apenas cantar. O canto é sua maneira de usar o verso, seus poderes serão usados com as músicas. São 8 símbolos, cada um representando uma nota. As combinações você aprende no decorrer do jogo. São todas bem simples, com três ou quatro notas (salvo por uma que tem 12, mas é repetição e fácil de sacar) e se você esquecer, sempre tem o menu de pause. As habilidades de Naija também podem ser ativadas pelos números do teclado, o que ajuda MUITO numa batalha.

 

As formas são muito bem utilizadas e totalmente necessárias para chegar a novas partes e obviamente, terminar o jogo.
Cada uma delas tem uma habilidade especial que em vários pontos do jogo, serão usadas.

Formas e habilidades (Clique nos links para ver as imagens)
Shield: Um escudo protetor temporário que repele alguns projéteis lançados.
Bind: Move pedras do caminho e remove alguns escudos de inimigos.
Normal
: Naija nada normalmente e canta
Energy Form: Atira bolas de energia e pode energizar pérolas (que servem como chaves para alguns portões)
Beast Form: As pernas de Naija ficam mais fortes, fazendo com que consiga nadar contra correntes. Habilidade de se comer os inimigos e usar um pouco de suas habilidades.
Nature Form: Aparentemente inútil, mas abre caminhos em um tipo de flor e seu ataque carregado é super forte. No “Ataque” normal você lança uma semente e uma flor nasce no local, no carregado um pilar de espinhos brota e faz estrago.
Sun Form: Ilumina o ambiente na direção que o mouse aponta e carrega uma rajada de luz para iluminar o ambiente todo. (Necessário no Abyss)
Fish Form: A forma mais rápida de Naija, serve para passar por locais apertados e solta bolhas para neutralizar algumas armadilhas.
Spirit Form: Passa por locais onde o corpo físico de Naija não pode.
Dual Form: Forma dupla, a mais forte do jogo, mas não necessariamente a melhor. Possui dois ataques. Não vou contar mais detalhes sobre essa.

 

(Voz de jurado de carnaval)
Quesito Música, Unidos da Aquaria…Nota: Nove.
A música foi feita do zero pelo compositor e programador (Alec) e combina bastante com o clima em geral do jogo, além do fato da música ser o tão falado “verso.” Só reparei isso mais pro final do jogo, mas não vou dizer por que. Find out yourself.
A parte que não me agradou muito é que o mesmo sample é usado em várias músicas diferentes, porém, como a música é “o verso” a desculpa pode ser usada, mas enche um pouco o saco ouvir a mesma coisa com um arranjo diferente em boa parte dos cenários. (Além do mais, as partes onde o verso não está tão presente ou realmente não está presente, o sample não toca.)
Além da música, os efeitos sonoros são ótimos. A voz de Jenna Sharpe (A mesma que fez a voz da Sniper Wolf de Metal Gear Solid 1 e a Night Elf de Warcraft) ficou absurdamente foda e o leve sotaque britânico dá ainda mais personalidade. A maioria dos efeitos sonoros não deixa nem um pouco a desejar. Alguns são mais ou menos, meio repetitivos, mas isso é irrelevante.

As animações de personagens não são super maravilhosas, mas fluem bem por não serem quadro a quadro. Cada parte do corpo dos personagens foi desenhada separadamente e se move de acordo com as predefinições da engine própria criada pelos developers. O editor é disponível para que você use também. Tanto mapas quanto animações.

Aproveitamento dos elementos do jogo? Aquaria faz escola para utilidade de elementos que são usados no decorrer do jogo. As formas e suas habilidades são todas bem exploradas, tal como o sistema de comida. Você cozinha durante o jogo, coleta ingredientes e descobre novas receitas. Algumas são possíveis de fazer somente em lugares propícios para cozinhar, pois tem 3 slots, enquanto as de 2 slots podem ser feitas em qualquer lugar, a não ser que você pegue o tesouro do terceiro slot (descoberto duas horas após o post) =D. Os chefes não são absurdamente difíceis de matar, pois é necessário apenas descobrir como se faz para matá-lo. O que pode levar várias horas de frustração morrendo diante de um chefe que não parece morrer de jeito algum. Se não souber o que fazer, use todas as formas que tiver, por mais inútil que pareça e preste atenção nos cenários e na reação dos inimigos normais se eles estiverem presentes durante a batalha.

 

Aquaria é cheio de segredos. Lugares escondidos no mapa, os “upgrades” de vida, roupas especiais (que dão umas habilidades bem interessantes, como recuperar vida, aumentar defesa, machucar inimigos que tocam você, etc.), tesouros que enfeitam sua casa, um alfabeto inventado exclusivamente para o jogo e os Pets. Sim! PETS! Bichinhos que se você visse normalmente pensaria: “Ahh! Inimigos!” mas que ajudam você em sua jornada. Existem 4 no jogo, três de ataque e um que ilumina um pouco do cenário (acredite, é mais útil do que parece.) Sem contar as memórias perdidas de Naija, que podem render um final…mais extenso, completo e assaz empolgante, digamos.

Toda a jornada é muito bem planejada e não totalmente linear. Isso quer dizer que você pode tomar um rumo diferente dos outros e descobrir coisas diferentes independente de onde está. Claro que existem limitações, pois algumas formas são necessárias para passar por alguns lugares, mas ainda assim…
Existem chefes secretos, passagens bastante escondidas, uma variedade enorme de inimigos e animais aquáticos (e alguns não aquáticos também.)

Enfim, sem mais delongas, recomendo a todos que baixem a demo (que é bastante longa) e se gostarem, apóiem os developers e comprem o jogo. Assim que sair a versão Boxed (por enquanto é pagamento pela internet e download do site, com uma conta de registro enviada por eles.) eu avisarei a todos…Também estou à espera.

Minha opinião sobre o jogo em números:

Gráficos: 8/10 (devido às animações que não são lá essas coisas) Lembre-se, é um jogo 2D
Áudio: 9/10
Jogabilidade: 10/10 (as possibilidades com os controles são muitas, qualquer um se adapta facilmente)
Replay Value: 8/10
História: 9/10
Uso dos elementos do jogo: 10/10
Geral: 9

Só pra constar, nos últimos segundos da cutscene final, uma frase me chamou atenção e me empolgou bastante.
Ela dizia o seguinte: “To be continued…”
Algo me diz que Aquaria 2 vem aí =p

Joguem, joguem joguem! Até mais.

Youta.

6 respostas para Feel the verse… Review – Aquaria

  1. Cindy disse:

    ótimo review, me deu até vontade de baxar e jogar o demo de novo xD

  2. Eddie disse:

    Must get this game!

    Pois é, eu to curioso pacas, tenho que pegar logo esse jogo.

  3. Gustavo Oliveira disse:

    Aquaria?
    Isso não é nome do filme de Sandy e Junior?

    Ultimamente, estou pegando o costume de jogar no pc.

    Sam e Max é o que mais ando jogando por aí.

  4. Youta disse:

    Valeu por lembrar, tinha esquecido de botar essa observação ali😄

  5. […] posts que eu recomendo são o do review de Aquaria, e os 5 motivos pelos quais o Megaman é […]

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