Matéria do leitor: (des)Aventura

Janeiro 15, 2008

Estamos iniciando mais uma seção (das milhares que temos e já esquecemos boa parte) chamada de Matéria do leitor. Acho que não precisa explicar, né? Quer mandar uma matéria que você acha que vai ser interessante? Entre em contato conosco (os endereços estão aqui) via e-mail ou msn e mande seu texto. Claro que não vamos postar todo e qualquer texto que vocês enviarem (porque nós somos maus), mas pensaremos com carinho em cada um de vocês (ou não, depende do caso). Então vamos lá.

(des)Aventura

 Desde a primeira vez em que me deparei com aqueles “píxeis” bonitões de Mario (aquele do armário? Não) minha vida tomou um novo rumo: pude entender o verdadeiro significado da palavra aventura e o verbo aventurar-se ((aventurar-se é verbo agora, tá?)) ultrapassou a barreira do bigode sexy e do chapéu característico. Em suma, o game Mario foi apenas o primeiro de muitos outros games de aventura que seguiriam o mesmo padrão: pule na cabeça da centopéia até ela morrer esmagada pela força gravitacional: CHOCANTE! Exemplo: Donkey Kong, Era incrível ver um macaco de um grama chutar um jacaré fedorento para fora do cenário com apenas uma pisada.

 Os anos então se passaram e eu percebi que pular nos monstros como se tais fossem trampolins perdera um pouco do charme, mas por tempos eu me adaptei à isso… Quando para o mundo não havia mais esperanças e os games encontravam-se ameaçados pela onda Doom nos pcs surgiu Mega man, um moçoilo azul de olhos nipônicos meio pirata, mas ao invés do gancho ele possuía um canhão tesudo na mão, confesso que na primeira fase eu insistia em pular na cabeça dos primeiros inimigos (aqueles de chapeuzinho laranja que se assemelham muito com o Goomba) mas logo que entendi o mecanismo de jogo eu gamei: simples e cativante, segure o botão de tiro para aumentar o poder de ataque,  pule para desviar dos inimigos… Eu senti que pela primeira vez os games de aventura haviam dado um passo de grande proporção universal no sentido de desenvolvimento gamístico colossal (exagero?).


(arte do leitor): Goomba sendo esmagado por seu possível plágio

 Novamente, os tempos passaram, chegou o “pleistátioum” e a moçada delirou com games charmosos em 3D com tiros catastróficos e muita ficção científica: digo que as coisas, apesar da evolução, perderam o charme; não havia mais inovação e sim esbanjamento tecnológico: para matar o inimigo não é necessário um cérebro e muito menos habilidade, basta ter a habilidade especial Chamas do Inferno Colossal das Sete Chaves de Ouro Sanguinolentas de Adão (não, este não é um poder de “Cavaleiros do Zodíaco”)… Digo ainda que não demorou muito para que eu desistisse de esperar e instalasse novamente meu SNES para me divertir de verdade. Os gráficos não eram tão requintados mas tinham seu charme e a diversão, assim como o fator replay, eram imensamente maiores.

 Finalmente, na nova geração encontrei diversos jogos bons (de verdade), que além da aventurar permitem ao jogador viajar por todo o mundo em tempo real, um exemplo é Elder Scrolls IV: OBLIVION e GTA, gráficos estonteantes, combates repletos de tiros e sangue, adrenalina, objetivos inteligentes e uma história subdividida em milhares, legal. Mas… Diz aí, quem não sente falta de entrar pelo tubo do Mário? Opa.
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Nota: Daisuki Tuelha-Chan
Por Ahiru-Sama

Mande sua matéria também. Não prometemos deixar de apedrejá-lo em praça pública se o texto não for de nosso agrado, mas faremos o possível para que isso não ocorra. Talvez.


Hack Futebol Clube.

Janeiro 15, 2008

Futebol no seu vídeo game. Você joga? Gosta? Acha ruim? Mantém distância?

Não importa. Algo você sente por esse estilo que tanto sucesso faz principalmente aqui, onde vivemos o futebol como se fosse a maior pira do mundo, quando na verdade não ganhamos nada com isso.

Mas não falemos de futebol em sí. E sim, dos fantásticos games que trazem a imersão dos jogadores reais aos habilidosos futebolzeiros virtuais. Tá, talvez não seja pra tanto. Mas uma coisa é real: a imersão existe, e não dá pra negar.

O que dizer do tão aclamado pela sociedade brasileira Uíni-Elévi. Talvez o game mais jogado desde o lançamento do PS até o seu sucessor em terras brazucas? É certo que o game é o melhor em termos de técnicas e tudo mais. Mas nada seria dele aqui, se os seus inúmeros hacks.

Hacks!? Heim!?

Sim sim, hacks. Quem nunca jogou Futebol Brasileiro 96 ou Ronaldinho Campeonato Brasileiro 98 no Super Nintendo!? Pois é. Este é apenas um hack do International Super Star Soccer. Praticamente jogos distintos, apenas por apresentar times nacionais e internacionais. Pois é, e assim, a nação brasileira adorou o game e o tornou um grande sucesso.

A Konami, empresa responsável pelo International Super Star Soccer, talvez nunca pensaria em fazer um jogo de futebol, voltado apenas ao publico brasileiro. E creio que alguém com uma mente insana o suficiente viu aí uma oportunidade de não só jogar o ISSS como traduzi-lo de modo a tornar este mais interessante para essa nação apaixonada.

Com dublagens em portunhol e times tanto nacionais quanto estrangeiros, o Ronaldinho Campeonato Brasileño 98 (como gritara o narrador do título na tela inicial do game) estourou e era uma das fitas mais locadas nas locadoras junto a Donkey Kong e Bomberman 4.

E pô. Faz muito sentido. Tu tirar um duelo com um amigo, sendo que só podem escolher seleções não é tão legal quanto tirar o mesmo duelo mas cada um com seu time preferido. Genial a atitude do “Grupo paixão pela Bola” desenvolvedores deste hack.

Mas voltando ao Winnning Eleven, que veio a suceder o ISSS, sofreu das mesmas alterações por desenvolvedores autônomos mais fanáticos ainda. Times praticamente inexistentes no cenário nacional, agora ganharam um espaço nesses hacks. E não posso negar que ao ver o time da minha cidade que anda bem mal das pernas no Winning Eleven Brazukas um momento de euforia descontrolada me bateu repentinamente. Tá é mentira. Mas é realmente um lance muito legal.

E alguns hacks do tão aclamado Winning Eleven, vieram com diferenciais ainda maiores. Lembro-me muito bem de uma vez que fui jogar com um amigo, e no WE hackeado em que me mostrou havia narrações de Galvão Bueno.

Sim. Você não leu errado. Os fanáticos desenvolvedores desse hack, colocaram frases prontas, copiadas descaradamente sem o conhecimento do narrador, creio eu. Tá certo. O cara é chato pra burro. Mas ficou legal. Dá aquele toquezinho a mais de realidade no game. Lembra do fator imersão?

Diferente do FIFA, da EA Sports. Os Winning Eleven’s da vida estouraram mais por aqui. Seria por isso!? Creio que a jogabilidade é fundamental e o WE é muito mais desafiador, mas acho que os hacks alavancaram ainda mais o interesse dos fãs deste esporte no mundo video-gamístico. Pelo menos por aqui.