Hoje, lendo alguma coisa sobre o Dreamcast, descobri que Evolution 2: Far off Promise é um game um tanto underrated… Uma pena. Se antes o meu critério para adquirir games fosse a nota que recebe da crítica, como é hoje, eu teria deixado de jogar esse que ainda consegue ser uma belezura em forma de um simples RPG.
Lembro-me que, na época, procurava um RPG pra jogar.
O Grandia II eu consegui BEM depois, mas havia MUITOS problemas envolvendo a versão pirata deste. Todos sabem que a capacidade de um GD é superior à de um CD e que certos jogos de Dreamcast tinham de ser adaptados pra caber num CD… Grandia II (de um disco) teve que ser dividido em dois CDs, já que não se encontra “GD-R” por aí. =P Então pra piratear foi feita uma enjambração danada… as cenas em CG de Grandia II foram divididas entre os dois discos que continham o jogo inteiro, mas sem todas as CGs. E em uma determinada parte, o game trava e simplesmente não avança. E não tem cura pra isso (pra terminar o jogo, fui obrigado a baixar um save BEM mais avançado… mas aí já não eram mais os meus personagens).
Enfim, tornando ao assunto, lembro-me que procurava um RPG pra jogar e tinha visto na Super Gamepower um título interessante, acho que da Capcom, que não me lembro agora… mas sei que saí pra procurá-lo e não o achava em lugar algum. Aí vi na loja uma capinha azul e simpática da seqüência um game de que eu já tinha ouvido falar…

Evolution, o primeiro RPG de Dreamcast, que, fora isso, pra toda a crítica era simplesmente mais um joguinho neutro. Não resisti e levei, mesmo não esperando muita coisa. E tive uma surpresa daquelas!

Fui apresentado aos bonequinhos, que apesar de não serem exatamente “inesquecíveis”, tinham muita personalidade, tinham vozes (os diálogos eram falados em japonês) e, graças a deus, o personagem principal também falava em vez de simplesmente mexer a cabeça (o que me irrita… não sei por que continuam fazendo isso). Inicialmente, no grupo estão apenas Mag Launcher (o aspirante a digiescolhido da imagem acima), Linear Cannon, a menina (que guarda o grande segredo do jogo), e o mordomo Gre Nade (o homem com o nome mais estúpido que eu já vi).

Você é Mag, um jovem que tem uma dívida enorme a pagar… e encontra uma forma de fazê-lo trabalhando na exploração e procura de artefatos para a “Society”, uma espécie de grupo arqueológico. E, basicamente, o jogo é isso: exploração; o sistema de batalhas é divertido, mas não é muito original e do desenrolar da história eu nem me lembro muito bem…
Quem já jogou Digimon World 2 vai se sentir em casa. É quase a mesma coisa: você explora a cidade, conversa com pessoas, vai se equipando, arruma um trabalho e amigos, parte pros labirintos e anda por eles até encontrar o boss, pra depois voltar a cidade e procurar pistas para o próximo artefato. Simples assim. E tamanha simplicidade conseguiu me prender de uma forma que nunca vi antes (cheguei a ficar um dia inteiro jogando, quase sem parar)! Cara, o jogo era limpo, simples e divertido! Fazer as magias, explorar os labirintos, combinar coisas pra formar armas… bem, era muito legal. Pra quem não tinha mais o que jogar, Evolution 2 me foi uma bênção. Pelo menos até eu conseguir o meu Skies of Arcadia. =D
Enfim, esse é um dos jogos que provam que embora os reviews da crítica ainda devam ser levados em conta, a nota real de um game vai muito do gosto pessoal de cada um.
Illbleed é outro (obscuro) game que sofreu do mesmo mal, e, pra mim, é um dos melhores jogos de ”survival”. Ou, se não é, certamente é o mais original da era pós RE (sim, eu disse O). Pretendo fazer um post só sobre ele ainda (sim, eu sou o Museu Dreamcast do blog HAHAHA). ^^
Comecei falando de um jogo e acabei falando de quatro (…jogos). Eita!
Escrito por Lucas 
