Tudo bem, confesso, não aguentei esperar pra comprar a versão americana e estou jogando a japonesa. Inicialmente, queria apenas “ver como era” o game, mas agora estou tão vidrado que qualquer tentativa de levar isso a cabo será inútil. Pois bem…

…o que dizer? No More Heroes é ANIMAL. Tem um pouco dos Part-time Jobs de Shenmue, mais as diferentes roupas e o sistema Grand Theft Auto de andar por uma cidade e explorá-la livremente, mais o clássico estilão ”Detone um monte de gente e prossiga até encontrar o chefe”, mais um jeitão ”cool”, bônus, power-ups e ”pixel-art” em todo canto da tela. E é um dos poucos jogos com humor adulto do Wii até agora, creio.
Quando você liga o jogo pela primeira vez surge uma tela de “Press the A Button”. Após isso você anda com Travis até a sua “moto” para que a abertura do jogo se inicie. É, aquela mesma que você provavelmente viu no Youtube, em que o Travis conta a história do jogo (o leilão onde ele conseguiu a Beam “Lightsaber” Katana, por que resolveu virar assassino, o objetivo de ser o Número 1 dentro da Assossiação, etc…) de uma forma tão rápida que é até difícil acompanhar. Tudo dublado em inglês e com um voice acting do cacete. O engraçado é que ele o desafia no final da abertura (“And for you holding the Wii Remote right now…”); HAHA.
Então, você invade a mansão do Assassino número 10, um tal de Death Metal, acho. Começa com um tutorial das técnicas de luta em japonês (que graças a deus dá pra pular…), para que então você possa partir pra matança. A jogabilidade é bem funcional e simples. Com a espada, você tem basicamente golpes altos, baixos, e finalizações. Apontando o Wiimote para cima ou para baixo, você define a posição em que Travis segura a espada (como o Baseball do Wii Sports), dá espadadas altas ou baixas nos inimigos com o botão A e finaliza com o movimento do Wiimote indicado na tela. Um pouco além do básico, tem os socos e chutes, que podem provocar “Stun” nos inimigos e deixá-los vulneráveis a “agarrões”; uma vez agarrados, basta fazer o movimento indicado com o Nunchuk e o Wiimote para causar um grande dano. Finalmente, o botão Z trava a mira e aciona a defesa, enquanto o C centraliza a câmera (com uma piscada que incomoda no começo). Sem contar que de vez em quando você tem que recarregar a Beam Katana, apertando 1 e fazendo movimentos masturbatórios com o Wiimote.

Dentro das missões o jogo é bastante linear. Praticamente um Final Fight. Antes do chefe, Sylvia (a gostosona do game) liga pro Travis no celular pra dar uns toques; o mais legal é que você ouve a voz dela no Wiimote, como se ele fosse o celular mesmo. Já vi isso no Wario Ware e no Big Brain Academy, mas ainda assim, achei genial! HAHAHAH!
Então você finalmente se encontra com o chefe, e após um diálogo hilário (o Travis é uma figuraça) a luta começa.
Na cidade, inicialmente, você pode visitar uma espécie de ”agência de assassinatos”, uma agência de part-time jobs e o “No More Heroes Motel” onde Travis vive, sendo que à medida que você avança, vão surgindo novos lugares como a loja de vídeos, a loja de roupas, a academia, etc… há vários itens escondidos pela cidade como camisetas e umas bolas cuja função ainda estou para descobrir. XD
Você deve conseguir dinheiro de alguma forma para pagar à Agência por informações sobre o Top Ten de assassinos (e para comprar outras coisas também) para finalmente ir atrás deles.
O apartamento do Travis é show de bola. Tem o banheiro onde você salva (outra coisa engraçadíssima e genial, aliás – quando você liga o jogo com um save de NMH na memória do Wii, é só apertar o A pro Travis levantar da privada e continuar imediatamente de onde parou), a TV onde você pode ver vídeos e clipes de bandas reais (compráveis na loja, imagino eu) e o quarto, com o armário pra trocar de roupa e tal (destravei uma camiseta do Brasil, inclusive!).

Graficamente, o jogo é cool. Estiloso, legal e tals, mas um pouco feio por falta de detalhes em alguns cenários. O contraste é MUITO forte (propositalmente, eu creio), e os personagens estão ótimos! Putz, as cutscenes são demais; muito bem feitas e engraçadas (“If I become Number One, will you do it with me?” “Maybe, maybe not.” “Aww, c’mon! Just once!”) e os lábios estão bem sincronizados com a fala. O principal problema nos gráficos é a queda de framerate (não a “parada” proposital quando você acerta uma espadada), bem perceptível até mesmo quando quase não há nada na tela. O som é ótimo; com o Speaker do Wiimote emitindo sons durante a luta, na recarga de eletricidade da Beam Katana (inclusive ele bipa e “falha” quando a energia tá baixa), e até fingindo que é celular. As músicas são boas. Nos estágios tem aquela puta música envolvente que você ouviu tocar nos vídeos do Youtube; ela dá uma empolgação desgraçada. O problema é que a música toca em TODOS os estágios (pelo menos até onde joguei) e é bem repetitiva por si só. Ainda bem que é boa… a que enche o saco de verdade é a que toca quando você sobe na moto pra explorar a cidade. Na boa, dá até um alívio quando você desmonta. Mas ainda dá pra relevar. ^^
Minha conclusão depois dessas horinhas iniciais?
PUTA QUE PARIU, VELHO! NO MORE HEROES ROX!!
Mal posso esperar pela “versão violenta”!
Escrito por Lucas
Escrito por Youta 
Escrito por Sardo 













