Este que vos fala, inaugura uma nova seção deste humilde blog: a “Você lembra?” Jogos que foram dignos de causar muitos calos nos dedos e muitas tardes em frente à tv. Enfim, comecemos!
Os jogos mais recentes têm sido muito valorizados por alguns fatores não tão presentes nos jogos mais antigos: Imersão e euforia causados por um jogo.
Hoje vou falar sobre Gunstar Heroes, um side-scrolling shooter lançado em 1993 pela Treasure Co. para o Sega Genesis, ou Mega Drive. É um jogo que conseguiu quebrar as barreiras da limitação presente nos jogos da era 16-bits, principalmente pela variedade de movimentos, apesar da simplicidade do controle. Atirar com duas armas, entre seus quatro tipos (Elétrico, Bolas de fogo, Chama direcionada e o famoso “tiro seguidor”, todos equilibrados, com suas vantagens e desvantagens), combiná-las em até 16 alternativas diferentes, socar, chutar, se pendurar em vários lugares, dar impulso em paredes, jogar os inimigos e objetos contra os outros, enfim, muita coisa. No início do jogo, você escolhe entre dois personagens, sendo um Fixed-Shot, onde você para ao começar a atirar e o Free-Shot, que atira enquanto se movimenta.
A história é simples, o planeta Gunstar-9, onde o jogo se passa, há muito havia sido atacado por Golden Silver, um andróide com sede de destruição que se alimentava da energia dos planetas. Professor White foi o responsável pela salvação do planeta, depois de extrair as 4 Mystical Gems do andróide e aprisioná-las em uma das luas de Gunstar-9.
Anos depois, o ditador Smash Daisaku descobriu a localização das 4 gemas e tomou controle da mente do até então lider dos Gunstars (Green) e conseguiu recuperar as 4 gemas, dividindo-as para cada um de seus oficiais, além de fazer os droids trabalhadores do planeta se tornarem hostis. Seu objetivo era ter o controle de Golden Silver para se tornar soberano do universo.
A partir daí, é possível escolher quatro missões: Subir numa fortaleza flutuante em decolagem, proteger uma vila que está sendo atacada na floresta, percorrer os trilhos de uma mina subterrânea e passar por um labirinto cheio de mini-desafios. Cada missão com o objetivo de recuperar a gema com os oficiais de Smash Daisaku.

O ritmo do jogo é empolgante e as fases mudam bastante de uma para outra, seja lutar contra um comandante brutamontes nas asas de uma aeronave em pleno vôo, jogar dados para chegar ao fim de um labirinto lotado de desafios ou lutar contra vários inimigos enquanto desliza por uma encosta. As fases são desafiantes e, principalmente no labirinto, você vai querer repetir alguns mini-games (meu favorito é o de combate sem armas) ou jogar mais de uma vez a batalha contra Orange.
O jogo teve uma sequência para Gameboy Advance, mas não é tão envolvente quanto o original, apesar de ser bastante divertido.
E se você nunca jogou, já pro mega drive! Eu sei que é difícil encontrar um console desses ainda, então se você não se importa em emluar jogos por sua própria responsabilidade, divirta-se no Planet Emu com Gunstar Heroes e o Gens para rodar.
E aqui, encerro o “Você lembra?” de hoje. Até mais!





Escrito por Youta 
